Fonte: Bem Paraná – NATÁLIA CANCIAN E GUSTAVO URIBE – BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O ministro da Saúde, Ricardo Barros (foto), defendeu nesta quinta-feira (13/7) a adoção de biometria em todas as unidades de saúde e de um “padrão de produtividade” para fiscalizar o trabalho de profissionais que atuam no SUS, em especial os médicos. “Vamos parar de fingir que pagamos o médico e o médico tem que parar de fingir que trabalha”, disse. “A biometria do funcionário vai permitir que essas pessoas cumpram o contrato que fizeram com o poder público”, afirmou. Segundo o ministro, é preciso também estabelecer metas de desempenho para que as prefeituras possam fiscalizar o trabalho dos médicos, como tempo destinado às consultas, por exemplo. “Vamos estabelecer metas, e quem estiver abaixo do seu desempenho, vai ser chamado a aumentar sua produtividade.” Ele cita como exemplo o parâmetro da OMS (Organização Mundial de Saúde), que prevê cada consulta dure cerca de 15 minutos.

“Hoje o médico vai lá, faz quatro horas de concurso e marca 16 consultas. Ele faz cinco minutos de consulta e vai embora. Queremos o médico no tempo que concursou”, disse. Em uma declaração polêmica, Barros afirmou ainda que muitos pacientes buscam diretamente o pronto-socorro dos hospitais porque médicos não cumprem a carga horária contratada nas unidades básicas de saúde, que deveriam responder pelo primeiro atendimento. “O grande problema de saúde é que não conseguimos fazer com que o médico fique quatro horas na unidade de saúde. A pessoa que tem problema vai diretamente no hospital, porque lá ele sabe que vai estar o médico”, disse.

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