set
02
2011
Nota da assembleia da Regional Norte 2 da CNBB s/Belo Monte
No Pará estão acontecendo muitas manifestações contrárias à construção da Usina de Belo Monte. Como se trata de uma notÃcia com repercussão nacional, nosso amigo Dom Frei Wilmar Santin, O.Carm., Bispo da Prelazia Territorial de Itaituba (PA), nos passou por e-mail algumas informações sobre a assembleia da Regional Norte 2 da CNBB, que terminou hoje (2/9). Vamos ao texto que ele nos enviou.
Joaquim.
Estive presente na assembleia. Foi muito discutido o impacto que a hidrelétrica Belo Monte vai causar ecologicamente e humanamente.
Refletimos mais sobre o impacto humano. E por isso resolvemos emitir uma Nota denunciando as arbitrariedades cometidas pelo governo federal. Mais de 30 mil pessoas serão afetadas: perderão suas casas, terras… e não estão sendo indenizadas como deviam.
Um abraço
Dom Frei Wilmar Santin, O.Carm.
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2 Comentarios Para “Nota da assembleia da Regional Norte 2 da CNBB s/Belo Monte”
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Ontem mesmo estive no escritório do advogado Valdomiro Santin, aqui em Curitiba. Valdomiro é irmão de D. Vilmar. Feito o intróito, o Brasil continua, mesmo emergente, com a mania de grandeza, ou megalomania.
O dinheiro gasto para construir Itaipú, seria mais racional e produtivo se empregado em pequenas e médias hidrelétricas esparramadas ao longo dos rios. A produção de energia seria maior, os proprietários/moradores das adjacências seriam respeitados e a Natureza não seria tão agredida. No entanto, tudo, tudo pelo título de A Maior Hidrelétrica do Mundo, até há pouco tempo, eis que agora é a segunda.
Em janeiro de 2010, num passeio pela H. de Itaipú, quando o som do ônibus anunciou a quantia de sacas de cimento, as toneladas de ferro, enfim, quanto se gastou na obra, não me contive, pois continuo subversivo: Dava para construir três!
Todos nós sabemos o que acontece com o dinheiro público na construção dum simples banheiro de campo de futebol. Imaginemos o que acontece em Belmonte – ressaltados os desastres ambientais e humanos levantados na reunião descrita por D. Santim.
Verdades nuas essas que o Parreiras diz, Joaquim, sobretudo seu derradeiro parágrafo.
Noto que quem é a favor de se fazer a usina de Belo Monte são apenas os que levarão algum “copo d’água” do Xingu pra regar a própria horta, ou que participam do governo ou de seu partido, o que acaba dando na me$ma.
É preciso dar profunda atenção às palavras de alerta do Dom Frei Wilmar Santin, a quem não conheço pessoalmente, mas que hoje está lá, vivendo pertinho do problema social e ecológico que o governo insiste em “patrocinar”.
Só que depois desse “patrocínio” costuma deixar a vida do lugar seguir ao sabor do vento e das pedras do tempo, igualzinho fez com tantos outros lugares (Foz do Iguaçu é uma das cidades mais violentas do país,cheia de miséria humana, drogas, etc., nisso “observada” internacionalmente), com a Transamazônica, que até hoje, há quase 40 anos “corta” nos invernos (chuvas) de lá, por causa dos extensos barreiros (que por cinco anos senti na pele o quão duro é conviver com eles, morando em Altamira).
Há quem diga que quem é contra o projeto BELO MONTE contra o progresso, o que é uma inverdade; o progresso não deve ser construído com argamassa feita de miséria das pessoas, de transgressões à natureza, práticas dos séculos passados.